Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011


Ciúme do doce despertar pela manhã, da inesperada conversa pela tarde, do quente aconchego pela noite!




Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011

"Não se pode criar nada sem a solidão"
by Pablo Picasso

 Guernica de Pablo Picasso (interpretação do quadro)

Quarta-feira, 27 de Julho de 2011


Estaríamos no ano de 2003, quando o formigueiro pelas ciências da natureza começou a fazer uma certa comichão! A comichão era tanto mais intensa quando a palavra vulcão vinha à baila. Não só devorava literacia sobre vulcanologia como tudo que era filme ou documentário que metia o dito VULCÃO! A supremacia e beleza de tal processo sobre tudo e todos deixava-me paralisada sempre que a palavra surgia! O barulho, a cor, os cheiros, o mistério, tudo se foi entranhando em mim pouco a pouco. Até que cheguei ao meu 9.º ano e tive de decidir qual o melhor caminho a tomar.. falava-se da área das humanidades (a que tinha a matemática fácil), da área científico/natural (a que tinha a matemática difícil), da área da economia (a que tinha muita matemática) e da área das artes (a dita em que se faziam desenhos)! Contudo, como mente confusa que é a de uma menina de 14 aninhos, a escola proporcionava o acompanhamento por parte de uma psicóloga! Ora a minha escolha estava feita, eu gostava de vulcões, portanto bota vulcões para frente! Apenas precisava de saber qual o curso a seguir e o nome a que se dava às pessoas que trabalhavam com "vulcões"! Contudo, a psicóloga que me orientou entra no grupo que tão bem conheço das pessoas que desconhece a palavra Geologia, confundindo-a na maior parte das vezes com uma outra bastante parecida,  a Geografia! Ora como muitos de vós devem saber a Geografia insere-se na área das humanidades ao contrário da Geologia que se insere na área do científico/natural. Portanto, já conseguem imaginar o que aconteceu.. fui induzida, erradamente, na área que devia seguir! Conclusão: Bastaram uns dias em humanidades para perceber que eu não queria história, mas biologia e geologia, que não queria geografia mas física-química E... como não fujo à regra queria a matemática fácil!  
Cerca de um mês depois consegui mudar para o tão desejado curso de científico/natural! A coisa a princípio correu muito mal, uma vez que mudei de curso na altura de testes ... posso dizer que a minha média de 1.º período estava bem baixa (negativa quero eu dizer), mas nada que não se resolvesse nos períodos seguintes, conseguindo acabar o ano com boas notas. A paixão pelos vulcões manteve-se durante todo o primeiro ano, até que comecei a pensar com a CABEÇA, colocando de parte a geologia. No 11.º ano insisti com Análises Clínica! No 12.º ano já pensava em seguir Biologia ou um outro curso ligado à saúde! Acabando por colocar como primeira opção da candidatura à universidade Biologia Aplicada, seguindo-se Optometria e Ciências da Visão, Biologia-Geologia, Bioquímica, Saúde Ambiental e por fim Educação Básica (uma espécie de segurança). Ironia do destino, as médias subiram e entrei justamente em Biologia-Geologia! Uma choradeira, dizia eu que não queria ser professora (não sabia eu que no ano em que concorri, o curso havia perdido a parte pedagógica), e que tinha passado três anos em "clausura" em vão! Convenci-me de que se não gostasse mudava no próximo ano. Contudo, o formigueiro voltou a atacar, acabei por fazer o curso com gosto e dei graças por não ter entrado em Biologia Aplicada. 

Os Açores são conhecidos pelo laboratório natural de excelência para o desenvolvimento de estudos na área das ciências da terra e desde sempre ocuparam um espacinho em mim, pois era a única porção de terra portuguesa que detinha de vulcões activos. Em 2009 para minha alegria conheço a ilha de S. Miguel - Um verdadeiro paraíso na Terra!

Fase de candidatura a mestrado e a Vulcanologia reaparece, surgindo a possibilidade  de fazer mestrado em Vulcanologia e Riscos Geológicos nos Açores, contudo foi me impossível deslocar para fora do continente nesse mesmo ano e optei pelo mestrado em Património Geológico e Geoconservação, que me facilitaria ligar as áreas posteriormente. Actualmente sigo para o segundo ano com a redacção de uma dissertação em terras açorianas! 

Assim sendo, daqui a sensivelmente dois mesinhos, a continental chega à ilha de S. Miguel, desejosa de apaziguar o bichinho que remói desde os meus 13 aninhos e cheia de vontade de aprender e viver o que de melhor esta ilha tem!

Portanto, mãe, pai, vou pra S.Miguel !

Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

"É estranho, mas sucede muitas vezes que pessoas importantes na nossa vida, à primeira vista, não agradem nada"

in "Vai Aonde Te Leva o Coração" de Susanna Tamaro

Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010

tempos difíceis...

“Por essa altura, a minha gente andava preocupada a respeito do emprego que eu arranjaria. (…) Corri todas as agências e visitei todas as casas que tinham lugares vagos; mas sempre com o mesmo resultado: ou precisavam de uma empregada inteligente ou de uma boa estenógrafa. Fiquei deprimida, palavra: uma pessoa sente-se um fracasso quando ninguém a quer. Não podia censurá-los por não me quererem; tenho a certeza de que, se me entrevistasse a mim própria, também não me quereria. (…) Repito, é de ficar muito deprimida, de sentir-se uma pessoa um fracasso. (…) Perdi a conta a quantos empregos concorri. Milhões e milhões.”

http://cartasdepaulotarso.blogspot.com/2009/05/
nos-ultimos-dias-virao-tempos-dificeis.html






“Até que (…)”

In Eu e Eles… de Charlotte Bingham

Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010

entre estados

http://1.bp.blogspot.com/_hFvo1uomVqI/SeZiTfez8YI/
AAAAAAAAAF0/Ufg8wO97jGA/s1600-h/apatia1.jpg
A minha única veia que se lhe dava para escrever, foi-se… Pois ora accionada por euforia ora por depressão, não lhe chega o meio-termo que me divide. Não sou simpatizante de meios-termos, ou se me dão tudo ou que não me dêem nada, neste momento vão se me dando, uma quota que não chega para um perfeito sorriso facial, ou para libertar o incontinente fluido lacrimal. Faltam-me os extremos para uma eficaz sacudidela da mente!

Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

terceira! vai na vez ..

Faltava meia para as dez da manhã quando me preparava para um excessivo esforço mental, com uma chiquelete de mentol "happydent" na boca, auriculares passando Frank Sinatra, um sorriso anti-stress rasca e um exame que decidia se o meu nível de esperteza estava em ponto de estrada, a fim de seguir caminho.
A chiquelete azedou, o sorriso desvaneceu-se, e enquanto a banda passava, as cerca de 10 folhas, que ora me suplicavam por respostas, ora me induziam nestas, permaneciam como calhaus prematuros.
Vamos a ver.
Retirado de:http://voosdeumaborboleta.blogspot.com/2009_02_01_archive.html

Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

...cheirinho a Idanha-a-Nova

Um dos parques para crianças
Terminal Rodoviário

Um dos jardins
Jardim com pequena capela ao fundo 
Praça de Touros
Igreja Paroquial

Sábado, 4 de Setembro de 2010

O bafo da independência..

http://cavagnoli.com/mia/?m=201005
Por falta de outra coisa para fazer, aqui vai o testemunho de uma semana (que ainda decorre) entre Castelo Branco e Idanha-a-Nova.

Aterrei segunda-feira numa aldeia chamada “Mata”. Supostamente deveria ter ficado num apartamento que aguardava metodicamente a minha pessoa, mas como os imprevistos acontecem fui deslocada para esta aldeia, onde porventura fui muito bem recebida pelo casal responsável pela minha orientação, enquanto voluntária de uma exposição de dinossauros.

Como a exposição se situa em Castelo-Branco e o apartamento em Idanha-a-Nova, quase todos os dias tive de apanhar uma camioneta para Castelo-Branco às 8:10 e uma de volta a Idanha-a-Nova pelas 17:15. Por entre boleias ou grandes passeios forçados, entrava ao trabalho pelas 10:00 e terminava pelas 16:30.
Na exposição fiquei responsável pela Área Educativa. Em suma, consistia no auxílio das crianças pelas várias actividades de cariz educativo/divertido. A principal atracção era uma escavação que continha um Tarbosaurus (semelhante a um Tiranossauro Rex), o objectivo era simples, desempenhar o papel de um paleontólogo que acabou de descobrir vestígios de um determinado fóssil de dinossauro e que pretende nada mais do que coloca-lo a descoberto, para o efeito dispunham de pincéis e capacetes. Além da escavação tinham desenhos, passatempos, puzzles, etc.

Em casa sou simplesmente… Eu, sozinha, numa casa tão ou mais silenciosa que uma igreja, sem televisão ou rádio, valeu-me o computador que estive para não trazer. Fui deixada nos meus pensamentos e memórias, a emboscada perfeita para um stress pós-férias. Contudo, ainda não foi desta, as realidades cinematográficas que trouxe no computador têm mantido a minha mente 1/3 do tempo ocupada, o restante deixei-o à "canalha" que se encarregou de reabrir a criança que há em mim.

Apesar de tudo foi uma experiência aliciante. A recordar.

Terça-feira, 17 de Agosto de 2010

"As histórias para crianças devem ser escritas com plavaras muito simples, porque as crianças sendo pequenas sabem poucas palavras e não gostam de usá-las complicadas"
In A Maior Flor do Mundo de José Saramago

Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010

"Sob a sua aparente arrogância, sob a sua aparente segurança, os homens são extremamente frágeis, ingénuos; têm dentro deles alavancas muito primitivas, basta premir uma para os fazer cair na rede como peixinhos fritos."
 
In Vai Aonde Te Leva o Coração de Sussana Tamaro
"Durante os bailes, sabiam roçar-se com a parte certa do corpo, ao roçarem-se, olhavam o homem nos olhos com a expressão intensa de jovens corças. É assim a malícia feminina, são estes os mimos que fazem ter êxito com os homens. Mas eu, sabes, era uma simplória, não percebia absolutamente nada do que se passava à minha volta. Mesmo que te possa parecer estranho, havia em mim um profundo sentimento de lealdade e essa lealdade dizia-me que nunca, mas nunca, poderia enganar um homem. Pensava que um dia havia de encontrar um rapaz com quem pudesse falar até altas horas da noite, sem nunca me cansar; falando e falando chegaríamos à conclusão de que víamos as coisas da mesma maneira, que sentíamos o mesmo. Então nasceria o amor, seria um amor baseado na amizade, na estima, não na facilidade da relação amorosa.
Queria uma amizade amorosa e nisso era muito viril, viril no sentido antigo. Acho que o que aterrorizava os meus apaixonados era a relação paritária. Por isso, lentamente, fiquei reduzida ao papel que costuma caber às feias. Tinha muitos amigos, mas eram amizades em sentido único; vinham ter comigo só para me confessarem os seus desgostos de amor. Uma após outra, as minhas colegas iam casando. A certa altura da minha vida, parece-me que não fiz mais nada do que ir a casamentos. Às raparigas da minha idade iam nascendo filhos e eu era sempre a tia casadoira, vivia em casa dos meus pais, já quase resignada a ficar solteira para sempre. "Mas o que é que tu tens na cabeça", dizia a minha mãe, "será possível que fulano não te agrade, ou sicrano?" Para eles, era evidente que as minhas dificuldades com o outro sexo provinham da extravagância do meu carácter. Desagradava-me? Não sei.
Em suma, a minha vida, comparada com a de outras mulheres, era livre, e eu tinha muito medo de perder essa liberdade. No entanto, com o passar do tempo, sentia que essa liberdade, toda essa aparente felicidade, era cada vez mais falsa, mais forçada. A solidão, que no inicio me parecera um privilégio, começava a pesar-me."
In Vai Aonde Te Leva o Coração de Sussana Tamaro

Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

tempo para férias


Finalmente livrei-me do post-it digital que assinalava todos os exames, artigos, monografias, apresentações, posteres, e sei lá quantas mais  formas de nos forçar ao estudo, retive-o no meu computador por mais de 3 meses! E agora estou a uma gotinha de ser licenciada. Uma gotinha que "aquele que eu sei" teima em transformar num oceano tempestuoso! 

Delete.

Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

promessa sem pacto

Promessas são como ditos frutos proibidos, regras com excepção. A vontade de comer o que por regra não se pode é uma promessa à falível conduta humana. Coexistimos, banalizando; Partilhamo-nos, irracionalmente; Oferecemo-nos, desesperando, e prometemos-nos, prometendo o que não há a prometer, prometendo a harmonia... prometido o caos! 

Apetece-me melancolizar, apatetar, distanciar, imunizar-me contra pensamentos parasíticos; ficar quieta, isso, ficar quieta, como se a matéria cedesse ao meu peso, como se ouvisse as fusões e as cisões das partículas no meu cérebro extraviado, como se respirar fosse uma promessa à sobrevivência, como se nada de nada fosse tudo… 

esperar,
Afinal, porquê esperar?