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"águaólica"

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Tenho-a em água, pouca, porque precipita, evapora, evapora e precipita, evapora (...) e  oca como é, retém pouco (...) Cá ando ansiosa por uma saturação intracraniana exactamente de 100, sem excesso E deficit, lá preciso de tudo, vamos a ver se escapo à deriva ou a mal dizer ao naufrágio, que venham ventos fracos!

desejo

Tenho um desejo,  é velhinho como o oxigénio que me envelhece e grande como aquela estrela que em noites de verão digo ser minha, minha porque brilha em cima do meu canto;  e sem que nada seja fácil, este também não seria, custa-se-lhe a devoção a sonhos ditos acordados,  não fosse ele a convergência de desejos, em tudo do que fiz, faço ou farei,  em tudo, nada mais anseio que o selo personalizado do meu eu.
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T inha a mania na primária, quando me enganava a escrever, safar, como a tinta da caneta era das persistentes e eu não queria riscos, fazia buracos! Não sei se era de mim ou se era a borracha que nunca serviu para apagar tinta, mas rasgar papel. Como a folha não podia ser apresentada à Sr. Professora com um buraco no meio, com a inteligência que tinha, cortava papeizinhos pequeninos e colava um de cada lado da folha, e pronto, folha nova, assunto resolvido. Conclusão, escrever por cima, é sempre complicado. retirada de: http://floreca.no.sapo.pt/10223-05.jpg [...], [ (Espaço) ], […] P.S. Como seria de esperar, a professora não achava grande piada, recriminava-me não por colar os papeis, mas por usar aquelas borrachas, que supostamente foram concebidas para apagar caneta, e como ela queria tudo escrito a caneta (queixava-se que via mal) a malta comprava esse tipo de borrachas para as horas de aperto..
Quero ser estúpida e se poder ser mais qualquer coisita, quero ser maluca, varrida das ideias, chanfrada dos neurónios, bater portas, uma a uma, devagarinho com pressa, são muitas, e vou deixá-las com a cancela aberta, escancaradas, para que entres, sim entra, e que vejas a estupidez em que vivo! Eu não quero ser feliz, e sabes porquê, porque se troco os pés pelas mãos, vou cair, vou cair em transfiguração, vou passar de diamante bruto a grafite esborrachada, e vai ser rápido… Rápido, mais rápido que dizer rápido, que ver rápido, que pensar rápido, vai ser rápido! Mas, se poder ser, se posso pedir, não que mo dêem, Mas, um minuto de felicidade por hora, para ser feliz na (minha) infelicidade! E também, mais estúpida! Mas, mais feliz! eu roubo. Um bocadinho para ti..
R ecentemente, vá como quem diz desde que o semestre começou, vá pensando bem desde que me lembrao que o inverno me cansa tanto, e… que a primavera me desperta tanto, que faço, que fiz, que adoptei, se lhe posso chamar – método – Estudar na cama . Está-se mesmo a ver o que dá estudar na cama, na que por excelência se dorme (vá, […]), não fujo à coisa, seria impossível, apanha-me na curva larga, naquelas curvas que parecem infinitas, ilusórias, aquelas que me levam a perder a motivação e a questionar as mesquinhices que me ocupam o dia! Por isso, se durmo não penso, sonho, se sonho não vivo. Que hei-de eu fazer?
Todos os dias falta qualquer coisa [...] falto eu
“ A única verdade absoluta As pessoas quando sentem fazem-no com o coração é no trajecto p´ra cabeça que se perde a informação ” in "o cheiro da sombra das flores", de João Negreiros