
No geral ninguém quer saber como nos sentimos ou como nos fazem sentir , no geral generalizado, na generalidade das pessoas que gostamos mas que não gostam de nós . Na generalidade este é um mundo animal em que cada um segue a sua faixa , e se porventura não é a mesma, executa a manobra de ultrapassagem , ainda que perigosa, muitas, dão-nos tempo para cheirar a brisa do vento , outras , são tão rápidas que se ficam pelo vislumbre desfocado , e ainda há quem ultrapasse e se deixe ultrapassar, tem dias que seguem o curso, outros apetece-lhes cometer ousadia louca deixando-nos “à nora” de um suposto o que fazer, agora! E quando este tipo de generalidades se cruzam com o meu trilho fico aborrecida, fico descontente como a folha que se sente injustiçada porque o seu porto de abrigo a forçou a partir. Fico triste porque o mundo afinal é raiado a escuros e claros , não é o cor-de-rosa suave e juvenil da minha infância; porque não existem príncipes encantados em cavalos brancos , e eu quer...