Mensagens

De volta! (pelo menos por hoje)

Ultimamente tenho tido vontade de voltar a escrever. Escrever sobre qualquer coisa. Escolher umas das muitas coisas que todos os dias me preenchem o cérebro a 99,9%. Sim, 99,9%, o restante permite-me manter a minha saúde mental intacta. Neste tempo que deixei a escrita, troquei minutos no autocarro para a universidade por horas no autocarro entre a cidade onde trabalho e a cidade que me viu crescer. Minutos de pensamentos tornaram-se em horas sem fim de pensamentos! Socorro! Às vezes sinto-me a ser engolida por um turbilhão de pensamentos, que se repetem, vezes e vezes sem conta, e pior sobre os mesmos conteúdos. É estafante. Ainda mais... porque muito destes pensamentos são ocupados com trabalho, ainda que não esteja a trabalhar. É como se estivesse sempre lá! Quando consigo, finalmente, parar a cadeia de pensamentos, tenho um lembrete automático, que não permite que ela pare de correr. Pois é, bem-vinda ao mundo do trabalho, bem-vinda a um longo e difícil caminho de adaptação ...
Ciúme do doce despertar pela manhã, da inesperada conversa pela tarde, do quente aconchego pela noite!
Imagem
"Não se pode criar nada sem a solidão" by Pablo Picasso   Guernica de Pablo Picasso (interpretação do quadro)
Estaríamos no ano de 2003, quando o formigueiro pelas ciências da natureza começou a fazer uma certa comichão! A comichão era tanto mais intensa quando a palavra vulcão vinha à baila. Não só devorava literacia sobre vulcanologia como tudo que era filme ou documentário que metia o dito VULCÃO! A supremacia e beleza de tal processo sobre tudo e todos deixava-me paralisada sempre que a palavra surgia! O barulho, a cor, os cheiros, o mistério, tudo se foi entranhando em mim pouco a pouco. Até que cheguei ao meu 9.º ano e tive de decidir qual o melhor caminho a tomar.. falava-se da área das  humanidades  (a que tinha a matemática fácil), da área  científico/natural  (a que tinha a matemática difícil), da área da  economia  (a que tinha muita matemática) e da área das  artes  (a dita em que se faziam desenhos)! Contudo, como mente confusa que é a de uma menina de 14 aninhos, a escola proporcionava o acompanhamento por parte de uma psicóloga! Ora a mi...
"É estranho, mas sucede muitas vezes que pessoas importantes na nossa vida, à primeira vista, não agradem nada" in "Vai Aonde Te Leva o Coração" de Susanna Tamaro

tempos difíceis...

Imagem
“Por essa altura, a minha gente andava preocupada a respeito do emprego que eu arranjaria. (…) Corri todas as agências e visitei todas as casas que tinham lugares vagos; mas sempre com o mesmo resultado: ou precisavam de uma empregada inteligente ou de uma boa estenógrafa. Fiquei deprimida, palavra: uma pessoa sente-se um fracasso quando ninguém a quer. Não podia censurá-los por não me quererem; tenho a certeza de que, se me entrevistasse a mim própria, também não me quereria. (…) Repito, é de ficar muito deprimida, de sentir-se uma pessoa um fracasso. (…) Perdi a conta a quantos empregos concorri. Milhões e milhões.” http://cartasdepaulotarso.blogspot.com/2009/05/ nos-ultimos-dias-virao-tempos-dificeis.html “Até que (…)” In Eu e Eles… de Charlotte Bingham

entre estados

A minha única veia que se lhe dava para escrever, foi-se… Pois ora accionada por euforia ora por depressão, não lhe chega o meio-termo que me divide. Não sou simpatizante de meios-termos, ou se me dão tudo ou que não me dêem nada, neste momento vão se me dando, uma quota que não chega para um perfeito sorriso facial, ou para libertar o incontinente fluido lacrimal. Faltam-me os extremos para uma eficaz sacudidela da mente!