Domingo, 19 de Abril de 2009

Feira com livro

A primeira visitinha à feira do livro foi ontem, achei-a fraquinha, e pelos vistos não fui a única. A nave do Parque de exposições estava um quanto vazia, notei a falta de alguns stands, e ao que parece o motivo deve-se à simultânea feira do livro, que se realiza em Coimbra em horário de exposição muito parecido ao de cá, que chatice, fala-se em 180 livreiros, até deu vontade de lá dar um saltinho, mas não me parece que alguém queira saltar por tais motivos. Paciência, quantidade não significa qualidade, contudo o que mais me deixa pena é a pouca oferta dos alfarrabistas.Pois bem, dei a voltinha à feira, e foi no último stand, alfarrabista, que escolhi o livro que iria trazer, velhinho de capa desconcertada, páginas amareladas e se pela humidade ou se por outras questões, fazem-se difíceis na separação. Houve quem me quisesse demover da escolha, argumentando que estava muito velho, eu argumentava que o queria por ser velho, data pela pesquisa que fiz, de 1954 e chama-se “A Volta ao Mundo do Riso” de Pierre Daninos. O nome diz tudo, o que nos faz rir, aqui ou ali, lá bem longe.“A personagem cómica mais sensível às mudanças de clima é o marido enganado.”
“Quanto à Inglaterra, a mulher adúltera é uma personagem interessante, nunca porém cómica; quanto ao marido enganado, não passa de uma personagem um tanto incómoda, mas sem grande interesse. Ele só faz rir os Latinos, com excepção dos Espanhóis e dos Portugueses, entre os quais deixou a influência dos Mouros deixou traços profundos. Tendo eu perguntado a um amigo português se havia muitos maridos enganados em Lisboa, ele respondeu-me, sem sombra de sorriso: “parece-me que há menos do em qualquer outra parte, porque são sempre absolvidos””

“O humorista inglês procura fazer rir com histórias extravagantes e realmente um pouco doidas. Ora o Francês não gosta de histórias.

“Nada, ao contrário, faz rir tanto um inglês como o non-sens, que não quer dizer absolutamente nada, como certos versos de Edward Lear, ou certas histórias de loucos” por exemplo, e resumidamente – vê-se um homem a tentar meter um cavalo no 1.º andar, pede ajuda a um outro cavalheiro para o feito, chegando diz-lhe que o leve para a casa de banho, depois dito, o outro cavalheiro pergunta-lhe porquê, responde-lhe, a tudo que digo à minha mulher ela responde-me “Já sei”, agora quando ela entrar na casa de banho dirá “John! Está um cavalo na tina!” e eu responderei – “Bem sei, darling”. Isto não me arrancou uma forte gargalhada, talvez porque não obedeço aos padrões humorísticos dos Ingleses.

França e Inglaterra só são dois dos muitos países que o livro fala, não falando de Portugual, a tal coisa não achei piada, será desinteressante do ponto vista cómico o povo Português?

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Inkheart

O espaço cinematográfico voltou a encontrar a minha presença, e da minha agradável companhia =). A última vez os meus olhos viram a paixão impossível de “Crepúsculo”, agora os meus olhos voltam à fantasia: “Inkheart: Coração de Tinta”. Aventura, fantasia, uma história de livros e de imaginação, de pessoas que manifestam dons aquando da leitura em voz alta, trazendo ao mundo real uma personagem e levando em troca uma outra para o livro.
Moral, o filme teve a sua graça, apesar que acho que o podiam ter explorado mais, talvez um maior desenvolvimento no que os contadores de histórias em voz alta podiam fazer, isto antes de chegar ao ponto fulcral.
Citado no filme e mencionado por mim, em afirmação e compreensão, as histórias que vem nos livros mostram o imaginário, o mundo em que gostávamos de viver, neste caso o autor, porque na realidade a vida de um escritor é solitária, na verdade nem sempre a vida que queríamos dá uma bonita história, a escrita de histórias não passa de um mundo aparte que se deseja como fuga da realidade.


E por falar de livros, gentes de Braga
Feira do Livro
Parque de Exposições
18 de Abril a 3 de Maio.

Entrada livre =)

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Sinto-me tão pequenina ='

Esta é para quem me gozou por ter medo de lulas e por não acreditar que existem destas, gigantes =S
=/

Mais destas coisinhas fofas em: http://mafagafoblog.blogspot.com/2007/10/coisinhas-lindas-do-fundo-do-mar.html

Dei conta, hoje enquanto esforçava os olhos forçosamente para que se deitassem, do ditado: filho de peixe sabe nadar, tentava contar coisas que me levassem a outro lado diferente do peixe e da natação que com ele nasce. Mas que vi, semelhantes peixes ao mais velho peixe, resmunguentos, teimosos, altivos em voz quando se nega a razão, mal criados em momentos de pura revolta, mesquinhices desprovidas de sentido, é um feitio do caraigo, culpa a herança genética. Quando os olho, vejo cópias de mão trabalhadora, ora vejo no meu pai o meu avó, ora me vejo no meu pai! E se alongar horizontes detecto finitas relações. São defeitos e virtudes que não negam a pinta, alguns conseguem o feito do destaque pela positiva desta geração clonada, e é de mim não ser eu, se não controlo o feitio que da presença convivida tenta-se me apoderar.

Domingo, 12 de Abril de 2009

boniteza aliviante



e para hoje algo verdadeiramente estúpido, nada que espero que me faça sentido, palavras que não dou significado, frases corridas e diferentes, um texto sem pontos e cheio de vírgulas, porque tem dias que regras não existem, dias em que o contra é a favor, tem dias que se soltam montes de palavrões, se solta agressividade com errada gente e apanha-se consciência pesada, forte, levada a pedir um custoso e orgulhoso pedido, um reconhecimento do errado, e o que custa o reconhecimento, custa o orgulho em oposição à solta e leve consciência, a consciência que se acredita sem se ver, a coisa que nos faz doentes ou sãos, a alma de parecenças com consciência, porque tudo está lá, todos os capítulos que se desenham, rascunhos ou grandes obras de arte, preenchidos com fortes ou fracas emoções, que se juntado à “merda” da intensidade dos palavrões, escolhe-se “foda-se”, selecciona-se “caralho”, completa-se em “foda-se caralho” e eleva-se “caralho foda-se”, porque juntos são a “puta” da dupla perfeita, e neste “puto” de diálogo já me apelidam de mal criada, despropositada, excessiva, mas tem aspas minha gente, isto chama-se de beleza criada mal para o bem do mal, caracterizo o intenso com censuradas palavras, e se lhe falta sensibilidade partilho a minha transbordante, recorro-lhes porque me esqueço da graxa, porque de lustro em excesso perde-se o brilho, e se os uso é para fazer excepção, para mostrar que nisto corrido não se ofende ninguém, simplesmente palavras que escolhem datas para realce na minha lista, palavras indirectas que me acordam para as vezes de exaustão de que não sei, pouco sei, se quero saber já nem sei, sei que pouco sei sabendo que sei, confirmação do saber menos sabida, falta-lhe sabedoria em tantas perguntas que me bastavam sinceras respostas deveras sabidas,

só alguém mesmo desproporcionado de excelentes actividades lerá coisa esta

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009


Ninguém é mais escravizado do que aqueles que erroneamente acreditam ser livres
Johann Wolfgang von Goethe - 1749-1832

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Álcool drogado


Arrasto o tema das palestras do professor Dr. J. Pinto da Costa, foi ao tempo que se acabou, mas gosto em dialogar do tema designado – Problemas ligados ao álcool.

Álcool a droga permitida, dezasseis acima, deste e de outros séculos. É chato chamá-la de droga, porque se é droga então quem se droga é drogado, e esta expressão coloca a imagem de um desgraçado com a seringa, literalmente, espetada na veia, ou em sítios a ninguém lembrados, desesperado para que a dor se vá.

Segundo a definição, droga é uma “substância ou preparação que provoca estimulação, depressão, alucinações ou diminuição da sensibilidade ou da consciência e cujo consumo pode criar dependências, sinónimo: estupefaciente, excitante, narcótico”.
Ingere-se a droga, mas isso não faz dos que a ingerem drogados, até drogado há que passar a barreira do “pode criar dependências”, se é dependente então acho legitimo chamar-lhe drogado, em qualquer que seja a droga.

Quase toda a gente conhece os efeitos do álcool, quem não conhece não tenha pressa, há-de vir tempo. Euforia, Desinibição – Palavras que se procuram – É atractivo e apetecível, não nego, mas um mínimo de consciência de limite não é nada excessivo. Existe quem beba a olhos de português, debata quem bebeu mais e faça contas a quem mais vezes visitou o hospital. Acho triste, não percebo a necessidade de afirmação bebendo, não percebo a afirmação que se nega, nega-se porque no fim, foi quem mais bebeu, foi quem mais vomitou, no fim é quem está no chão inconsciente, tal qual como queria, mas não consegue deixar de arrancar aos passantes – Coitado! Se isto é afirmação? Desconheço o significado!

Prof. Pinto da Costa sugeriu, que quando os “nossos” filhos objectivassem que se encontram em idade de beber os primeiros goles, se dissesse em tom de piada e com a forçada voz fininha – Ainda não tens na totalidade dos neurónios o revestimento com bainha de mielina (isolante eléctrico das células nervosas, que permite uma condução mais rápida e mais energeticamente eficiente dos impulsos), aos dezoito falámos!

Curiosidades e importâncias referidas pelo professor:

-Vodka e absinto as bebidas com maior percentagem de volume em álcool;
-Grávidas proibidas ao álcool, seja tinto seja branco, (seja cor-de-rosa);
-Álcool pode provocar lesões testiculares que diminuem a produção de testosterona, podendo desencadear uma doença apelidada de ginecomastia (aumento das mamas);
- Se ingerir numa totalidade de 2,0 g/l à meia-noite só à meia-noite do dia seguinte o organismo estará "limpo" de álcool;
- Cerveja 5%; 0,5 l; 75 Kg (massa do indivíduo), passadas uma hora ou hora e meia, ele tem 0,3 g/l, ela tem 0,4 g/l, indivíduo do sexo feminino terá sempre maior quantidade de álcool no sangue;
- Passados 45 a 90 minutos após ingestão, ocorre o pico máximo de álcool no sangue
- Um indivíduo que esteja em recuperação de alcoolemia não deve beber nem a dita cerveja sem álcool, a quantidade de álcool que esta contém é necessária para lhe reactivar a dependência.

Se Conduzir NÃO BEBA! Hum, mas em linhas exactas por lei um indivíduo é punido com um valor de 0,5 g/l de álcool no sangue, ora então pode se beber, mas pouco! Ficar-lhe-ia melhor – Se conduzir BEBA POUCO! Variavelmente diferente daqui para ali.
Beber com responsabilidade não é "crime" (…)